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LEGO BATMAN: O FILME – CRÍTICA

Segunda animação da franquia diverte novos e velhos fãs do personagem.

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the-lego-batman-movie-posterLEGO é inquestionavelmente um dos brinquedos mais populares do mundo. A marca soube aproveitar o sucesso estendendo-se para a mídia de games, adaptando diversas franquias como Vingadores, Liga da Justiça, Star Wars e Senhor dos Anéis com seu design e conceito característicos. Era só uma questão de tempo até que LEGO tivesse seu próprio filme, o que aconteceu em 2014 com o lançamento de Uma Aventura LEGO, animação sucesso de público e crítica.

Três anos depois, LEGO Batman: O Filme chega aos cinemas, funcionando como um spin-off do filme original, mas com história totalmente independente deste. Diferente de seu predecessor, o novo longa da franquia se foca mais no universo do personagem central do que no conceito do próprio brinquedo, embora as características que o definem estejam sempre presentes e identificáveis.

No enredo, a nova comissária de Gotham City, Barbara Gordon (Rosario Dawson), prende O Coringa (Zach Galifianakis) e todos os outros vilões da cidade. Com a ausência de crime, o inconformado Batman (Will Arnett) arma um plano que acaba saindo do controle, obrigando-o a sair de sua zona de conforto de vigilante solitário e confiar na ajuda da comissária Gordon, de seu mordomo Alfred (Ralph Fiennes) e de seu filho adotivo Dick Grayson (Michael Cera) para normalizar a situação.

A história simples de Seth Grahame-Smith permite conforto e liberdade para sua equipe de roteiristas investir no ótimo humor e nas inteligentes referências ao Universo DC e à cultura pop em geral, nem sempre óbvias ao grande público. A assertividade dos escritores pode ser reconhecida principalmente no arco dramático do protagonista, que sintetiza com simplicidade e elegância quem é o Batman.

É inevitável a forçada comparação com a representação atual do personagem no Universo Cinematográfico DC oficial. Embora sejam propostas completamente diferentes, senão contrárias, é irônico e ao mesmo tempo interessante perceber como um entendimento maior sobre o ícone do Homem-Morcego vem justamente daqueles que menos querem ser levados a sério.

Chris McKay, experiente na linguagem animada infanto-juvenil, dirige o longa com segurança e ousadia. O cineasta parece se divertir ao lançar mão da grande variedade de personagens que pode explorar, desde os mais populares até os mais obscuros, preocupando-se em dar uma devida importância a cada um deles. Parece mais um caso de diretor-fã, mas que diferente de outros, deu certo.

O design de produção de Grant Freckelton opta por visuais clássicos dos personagens, dando um presente para os antigos fãs de quadrinhos em meio a uma narrativa contemporânea e frenética. Há uma diversidade de cores, movimentos de câmera exagerados e muitas coisas em quadro acontecendo ao mesmo tempo. Isso pode incomodar ou confundir os espectadores mais velhos, mas é um deleite para a nova geração, que está acostumada com desenhos animados cada vez mais audaciosos visual e narrativamente.

LEGO Batman é um filme sobre família para toda a família. É leve e despretensioso, chegando a surpreender justamente por causa disso. A atmosfera galhofa é bem-vinda para escoar a densidade com a qual a DC Comics está sendo retratada nos cinemas atualmente.

nota-8

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