Inicio Cinema Opinião SOBRENATURAL: A ÚLTIMA CHAVE – CRÍTICA

SOBRENATURAL: A ÚLTIMA CHAVE – CRÍTICA

Jump scares baratos não seguram essa sequência esquecível.

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Elise Rainier (Lin Shaye) é chamada para resolver o caso de uma assombração no Novo México. O que seria apenas mais um caso ganha ares especiais quando Elise descobre que a atividade sobrenatural está acontecendo justamente na casa onde passou a infância. Enquanto tenta resolver o caso do morador de sua antiga casa, ela será obrigada a confrontar vários fantasmas e demônios de sua infância, alguns literais. Ao lado de Specs (Leigh Whannell) e Tucker (Angus Sampson), Elise se depara com seu caso mais pessoal.

Deveria ser um terror básico, com jump scares e várias das formulas que dão muito certo nos filmes de terror atuais. Era para ser somente mais uma continuação que deveria ter um monstro, e quem sabe fazer uma franquia derivada para o mesmo. James Wan não dirige o filme e nem assina o roteiro, mas participa como produtor, sabe muito sobre o gênero e como fazê-lo dar certo. Mas sua ausência ainda é sentida.

O orçamento foi aumentado em comparação aos anteriores, o que tornaria o filme melhor, certo? Pelo menos esse deveria ser o cartão de visitas de Leigh Whannell, que assina o roteiro e ainda atua no filme. Isso daria liberdade para ele ter voz ativa no longa e produzir sequências, todavia, a falta de inspiração para tentar algo novo ou básico resultou em um filme medíocre e sem motivação. O monstro do longa é horrível e temeroso tanto quanto o orçamento permite, mas a trama se perde tanto que talvez Whannell tenha se empolgado mais em atuar e tenha esquecido de rever certos pontos do roteiro.

Vamos aos básicos. Quando Elise recebe a ligação que serviria para iniciar o filme, ela simplesmente nega ajuda e diz que não vai. Tudo bem, no começo do filme – que é a melhor sequência – você entende o tão traumático aquele lugar é. Contudo, do nada, ela resolve ir no dia seguinte, e o pior, sozinha. Ou ela sofre de Alzheimer ou o roteirista não tinha muita ideia para levar a trama adiante. Todos atores vão bem, menos Whannell, que não sabe o básico de como se comportar um personagem de filme de terror. Ter ele ou não no filme não faz a menor diferença.

Na trama, ate os sustos que tentam enganar o espectador não surtem o efeito desejado e por mais que os plots twists do filme sejam interessantes, o roteiro confuso deixa tudo de lado e foca em somente tentar dar susto… sem sucesso.

O monstro é aterrorizante, seus poderes nem tanto. Ele tem a impressionante capacidade de deixar a pessoa muda, e só. E tal ultima chave, esqueceram completamente. O final é tão mal escrito e previsível que eu não acreditei na audácia do diretor em colocá-lo. Vamos dizer que a reviravolta da Martha em Batman Vs Superman foi melhor.

O filme ainda não cumpre a missão de terminar a serie e retorna ao primeiro longa, tentando conectar tudo (coisa que Atividade Paranormal já havia feito) e ainda deixa uma possível herdeira de dons de Elise. Então, provavelmente teremos outro longa. Só peço que James Wan volte e faça um filme que mereça nossa atenção.

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