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ESPECIAL: OS MAIORES SUCESSOS E FRACASSOS DE 2017

Quais filmes se destacaram e quais decepcionaram?

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O ano de 2017 está prestes a chegar ao fim, e com isso, podemos enfim pegar os números finais e analisar quais filmes saíram como os grandes vencedores e perdedores dos últimos doze meses. Vale lembrar que os longas escolhidos como sucesso ou fracasso do ano não foram selecionados apenas por seu desempenho em termos financeiros, embora esses também tenham sido fatores importantes para a seleção. Também analisaremos a resposta do público, da crítica e o peso desse determinado filme para a indústria.

Por exemplo, por mais que Blade Runner 2049 tenha sido um fracasso financeiro, o filme foi um sucesso entre críticos e deve conseguir indicações ao Oscar, o que dificilmente o classifica como um fracasso do ano. Por mais que A Cura tenha sido um dos grandes fracassos financeiros do ano, ele não foi um filme de peso. Aqui, estaremos analisando uma combinação de números e o impacto desses filmes na indústria.

Vamos começar com os…

SUCESSOS

Mulher-Maravilha

Esse caso nem chega a ser um grande mistério. O filme da amazona não só foi o primeiro filme do universo cinematográfico DC a ser bem-sucedido critica e financeiramente, mas também foi o primeiro filme de uma super-heroína a ser bem-sucedido em ambos quesitos. Mulher-Maravilha foi um sucesso estrondoso nos EUA, obtendo a maior bilheteria do ano no país para um filme de super-herói e colocando a diretora Patty Jenkins na lista da revista People de pessoas mais importantes do ano. Com um total de US$ 821,8 milhões arrecadados, o filme bateu o recorde de Homem-Aranha (2002) e se tornou o filme de estreia de um super-herói de maior bilheteria na história.

Corra!

Quem imaginaria que o comediante Jordan Peele (da série Key & Peele) teria uma estreia tão bem-sucedida na direção em 2017? Lançado em fevereiro nos EUA e feito com apenas US$ 4,5 milhões, Corra! se tornou um dos filmes mais aclamados do ano – com 99% de aprovação no Rotten Tomatoes – e faturou US$ 254 milhões em todo o mundo. Atualmente, ele concorre ao Globo de Ouro de Melhor Filme na categoria Musical ou Comédia e de Melhor Ator para Daniel Kaluuya. Será que terá chances no Oscar?

Fragmentado

Se há poucos anos você dissesse que M. Night Shyamalan dirigiria um dos suspenses mais populares de 2017 e que serviria de pontapé para um universo cinematográfico, você provavelmente viraria piada. No entanto, foi exatamente isso que aconteceu com Fragmentado. Produzido com apenas US$ 9 milhões, o longa fez US$ 278 milhões em todo o mundo e a performance de James McAvoy se tornou um dos grandes destaques do filme. Ao final, descobrimos que o longa faz uma ponte com Corpo Fechado, deixando em aberto um crossover no já anunciado Glass. Vamos torcer para que Shyamalan não desaponte.

Homem-Aranha: De Volta ao Lar

Depois do fracasso de O Espetacular Homem-Aranha 2, muitos diriam que o público não teria paciência para mais um reboot. No entanto, graças à ajuda da Marvel Studios, que incluiu o teioso em seu gigantesco universo cinematográfico com Guerra Civil, o herói voltou maior do que nunca. De Volta ao Lar, estrelado agora por Tom Holland, foi um dos filmes de super-heróis mais elogiados pela crítica mundial em 2017, obtendo 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. No entanto, o mais impressionante é que em um ano que ainda contava com Guardiões da Galáxia e Liga da Justiça, o longa foi o filme de super-herói de maior bilheteria do ano, conseguindo US$ 880 milhões. De Volta ao Lar é a segunda maior bilheteria da história do herói, perdendo apenas para Homem-Aranha 3 (US$ 890 milhões).

It: A Coisa

Adaptações de Stephen King não são uma jogada de sucesso garantido, mas talvez esse tenha entrado para a lista de melhores adaptações do autor até hoje. Apesar de uma produção conturbada, tendo perdido o diretor Cary Fukunaga (da série True Detective), o estúdio seguiu em frente com Andy Muschietti (Mama) e o resultado foi o filme de terror mais popular do ano. O primeiro trailer de It – A Coisa deteve o recorde de prévia mais assistida em seu dia de estreia por meses – até a chegada do trailer de Guerra Infinita – e seus US$ 698 milhões o tornaram o terror para maiores de maior bilheteria da história. Nada mal para um filme de apenas US$ 35 milhões.

FRACASSOS

Ghost in the Shell

Ainda que Scarlett Johansson seja uma das atrizes mais populares de Hollywood, sua escalação no papel da Major Motoko Kusanagi já garantiu que a adaptação de Ghost in the Shell começasse envolta em polêmica de whitewashing. O primeiro trailer até impressionou por seu lindo design e semelhança com o material original, no entanto, críticos não viram nada além do lindo visual, dando apenas 45% de aprovação ao filme. O pior de tudo foi que a trama deixou o problema do whitewashing de sua protagonista ainda pior. No total, o filme gerou um prejuízo de US$ 60 milhões aos cofres do estúdio.

Liga da Justiça

Mulher-Maravilha com certeza fez a alegria dos executivos da Warner e injetaram confiança de que Liga da Justiça poderia se beneficiar com a presença e popularidade da amazona. No entanto, não foi o caso. A resposta da DC aos Vingadores acabou sendo o maior fracasso financeiro do universo cinematográfico DC até hoje. Alguns analistas sugerem que devido às extensas refilmagens feitas no meio do ano, o orçamento do filme subiu para astronômicos US$ 300 a 350 milhões! Com isso, foi calculado que o longa precisaria fazer entre US$ 700 e 750 milhões para que os executivos começassem a recuperar o dinheiro. No entanto, com o filme começando a sair de cartaz nos EUA, os números mostram que Liga da Justiça deve ficar com apenas US$ 650 milhões, não conseguindo superar nem mesmo a bilheteria de O Homem de Aço e se tornando a menor do universo DC. Críticos também não se mostraram tão favoráveis ao longa, que obteve apenas 40% de aprovação no Rotten Tomatoes. Uma matéria recente afirma que o resultado decepcionante causará mudanças grandes dentro da Warner. Será que agora as coisas se endireitam?

Rei Arthur – A Lenda da Espada

Quando Guy Ritchie tomou as rédeas da nova adaptação da lenda do rei Arthur, ele planejava algo grandioso. Rei Arthur – A Lenda da Espada seria apenas o primeiro de uma série de seis filmes que explorariam o personagem, seu mundo e seus aliados. No entanto, a produção do longa não foi das mais fáceis. O orçamento inflou para altíssimos US$ 175 milhões e a data de estreia do filme foi empurrada diversas vezes para evitar concorrência pesada. Mas isso não adiantou. Críticos detonaram o filme, que obteve apenas 29% de aprovação no Rotten Tomatoes, e o público também não se empolgou. Rei Arthur não conseguiu fazer nem mesmo US$ 40 milhões nos EUA e fechou sua passagem nos cinemas com menos de US$ 150 milhões, gerando um prejuízo de mais de US$ 100 milhões. Sem dúvidas, a maior bomba de 2017.

A Múmia

Depois de fracassar com Drácula – A História Nunca Contada, a Universal decidiu recomeçar do zero sua ideia para o lançamento de um universo cinematográfico de monstros, e o fez maior do que antes (pena que não o fez melhor). Com ninguém menos que Tom Cruise no papel principal e Russell Crowe a bordo como o Dr. Jekyll – do clássico O Médico e o Monstro – parecia que o reboot de A Múmia seria o filme que faria o Dark Universe decolar de vez. Porém, após o lançamento do filme surgiram rumores de intromissão do estúdio e até mesmo do próprio Cruise, o que levaram a uma produção caótica, e o resultado nós já conhecemos. A Múmia foi massacrado pela crítica mundial, conseguindo apenas 16% no Rotten Tomatoes. Por mais que a presença de Cruise tenha ajudado nas bilheterias, os US$ 400 milhões de bilheteria foram um valor muito abaixo do que a Universal esperava para fazer valer o seu Dark Universe, e a recepção negativa fez com que o estúdio pisasse no freio com os demais projetos – como A Noiva de Frankenstein – para analisar o que deu errado com A Múmia antes de prosseguir. Boa estratégia.

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

Qualquer fã de O Quinto Elemento estava empolgado com a ideia de ver o diretor Luc Besson voltar ao gênero da ficção-científica depois de vinte anos. O primeiro trailer de Valerian também ajudou a criar expectativa, já que o visual do filme era de cair o queixo. Mas com o passar do tempo, a campanha de marketing não mostrava nada de interessante além do exuberante visual do filme, e quando Valerian finalmente estreou, ficou claro que esse realmente era o grande trunfo do longa. O filme dividiu a crítica, (49% de aprovação no RT) que não aprovou a escolha de Dane Dehaan para o papel principal. E o público não pareceu se importar em conferir um filme que vendia apenas o seu lindo visual, e os números disseram o resto. Considerado o filme independente mais caro da história, com um orçamento de US$ 200 milhões, Valerian fez apenas US$ 225 milhões em todo o mundo e gerou um prejuízo de US$ 80 milhões, ficando marcado como uma das maiores bombas do ano.

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