Gênero Ação TOP 10: THIAGO REVELA SEUS FILMES MAIS ESPERADOS DE 2017

TOP 10: THIAGO REVELA SEUS FILMES MAIS ESPERADOS DE 2017

Opção não está faltando esse ano.

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Continuando a série de TOP 10 da equipe do Cinemaginando, Eis a segunda lista de Filmes Mais Esperados de 2017:

10 – Kong: A Ilha da Caveira

King Kong é inquestionavelmente um dos maiores clássicos do cinema. Com vários remakes, e até uns crossovers tosquíssimos com Godzilla, fica até difícil pensar em algo novo. Pense de novo! Eu até tinha esquecido que esse filme estava sendo feito quando me deparei com aquele trailer estonteante que foi lançado. Outro tom, outra pegada. Se desprenda do clássico, vamos fazer algo totalmente novo com Kong! A fotografia saturada e de tons bem definidos fazem as imagens saltar aos olhos. O diretor Jordan Vogt-Roberts, consumidor assíduo de cultura nerd em geral, aparentemente teve carta-branca para criar a sua versão do personagem, de como ele deve ser retratado e como a ilha tem um papel importante para a construção de sua lenda. Minhas veias cinéfilas chegam a inchar quando vejo um cineasta em início de carreira pegando uma franquia conhecida do grande público e botando sua própria visão nela.

9 – Guardiões da Galáxia: Volume 2

Guardiões da Galáxia ainda é meu filme favorito do Universo Cinematográfico da Marvel. Talvez, a maior surpresa do estúdio até agora. A equipe era pouco conhecida até pelos fãs de quadrinhos, o tom divergia totalmente do realismo dos filmes anteriores, e entre os personagens ainda havia uma árvore e um guaxinim falante. Este é um trabalho para James Gunn, o diretor mais despirocado da atualidade! De início, eu não esperava muito da sequência além de uma repetição do primeiro filme, mas aquele trailer visualmente fascinante e as idéias para trama e para personagens que só o desenho animado em carne e osso conhecido como James Gunn poderia ter, me fazem esperar um pouco mais do Volume 2.

8 – Homem-Aranha: De Volta ao Lar

Não teria como um filme do Homem-Aranha no seu universo de berço estar fora dessa lista. A posição baixa está pelo fato de que, na minha opinião, não há tanto o que inovar com o personagem nos cinemas. De modo geral, esse novo reboot é simplesmente uma combinação do Peter Parker nerd do Tobey Maguire com o Homem-Aranha zoeira do Andrew Garfield, somado a um recheio maior de colegial com uma pitada de Tony Stark pra situá-lo no MCU. Pelo trailer, um pouco mais do mesmo, sendo que dessa vez, um filme bom e com Vingadores. Mas quem disse que com toda “mesmisse” não é empolgante? Michael Keaton pela terceira vez em um personagem que remete a um animal que voa? Imperdível!

7 – Dunkirk


Ai ai, Sr. Nolan… Você é um caso sério, um caso de amor e ódio… Seus primeiros filmes, sua trilogia que trouxe o Batman de volta das trevas do cinema e até os filmes que você fez entre um e outro do Morcegão merecem aplausos em pé. Mas desde quando alguns espectadores e críticos facilmente surpreendidos começaram a lhe comparar inescrupulosamente com o gênio intocável Stanley Kubrick, o sucesso lhe subiu a cabeça e agora o senhor só quer se provar com um épico atrás de outro. Seu último Batman já não foi lá essas coisas, mas conseguiu fechar a trilogia de modo decente mesmo após a trágica morte de Heath Ledger. Depois o senhor me veio com um “wanna be” 2001 (Interestelar) que conseguiu interessar até a metade, mas foi por água abaixo com sua falta de transcendência. Agora o senhor quer que eu engula um “wanna be” Nascido para Matar, é isso? “Olha, eu fiz uma ficção-científica séria que nem a dele, agora vou fazer um filme de guerra questionador igual ao dele, olha como eu sou parecido com ele”. Dê-lhe o respeito! Aí quando menos se espera, o senhor vem com toda a audácia do mundo e me apresenta aquela delícia de trailer que deixa mais mistério do que explica, que investe na tensão, que não banaliza o terror da guerra… Sinto até vergonha de dizer que só esse seu talento precioso pra contar histórias me faz retornar feito um cachorrinho pra cada filme que o senhor lança… Deixe de besteira, mostre do que o senhor é capaz novamente e jogue nessa minha cara cética, por favor!

6 – Star Wars: Episódio VIII

A maior franquia de fantasia/sci-fi de todos os tempos retornou das cinzas com o Episódio VII, trazendo de volta todo aquele espírito aventuresco e imponente que faz jus ao nome Guerra nas Estrelas. A razão deste filme não estar mais adiante na lista é o fato de ter a mesma fórmula de trama/emoção que leva bilhões ao cinema porque sempre funciona. Isso de certa forma é preguiçoso, é marqueteiro, mas não é cansativo. O recente e inesperado sucesso de Rogue One, que remete diretamente à trilogia clássica, foi um tiro certeiro para emocionar os velhos fãs ainda desacreditados, ajudando a fermentar essa expectativa para a continuação da grande saga numa galáxia que ninguém sabe o nome de tão distante que é. Podem falar o que quiser, mas essa Disney sabe mesmo como fazer dinheiro com o sentimento alheio…

5 – Mulher-Maravilha


O Universo Cinematográfico da DC ainda não achou seu caminho. Prova disso, é que o melhor de seus filmes até agora é o mediano O Homem de Aço. A ideia de construir um universo cinematográfico de modo menos ramificado, partindo do geral para o particular, é ousada e admirável enquanto tentativa de se diferenciar da Marvel Studios. Porém, a falta de planejamento e coesão resulta em roteiros bagunçados e personagens descaracterizados. Mulher-Maravilha vem como o segundo filme solo do DCCU, e o trailer já é um pé na porta com a diferença de tonalidade e ambientação. Os vislumbres das cenas de ação já nos deixam arrepiados tamanha a beleza dos movimentos e dos enquadramentos pouco convencionais. Esse é o filme que pode salvar a DC nos cinemas, e eu, como fã desses personagens, sou o que mais fala mal e o que mais quer ver isso funcionar.

4 – Power Rangers

Desde que surgiu na Internet um curta-metragem que trazia os heróis que todo garoto curtia na infância para a nova moda do tom sombrio e realista, começou o fervor por um filme sério do grupo sentai. Não demorou muito para anunciarem um filme dos Power Rangers, que mantém os personagens clássicos ao mesmo tempo em que dá uma nova roupagem, redefinindo visuais e até a mitologia. O trailer surpreendeu pelo tom mais sério e focado nos personagens e na vida colegial, lembrando muito Clube dos Cinco. Como fã do remake americano da série original japonesa, colecionando todos os bonecos da Bandai, não tem como eu disfarçar minha empolgação por esse filme.

3 – Silêncio


Silêncio é o que todo mundo faz quando a lenda viva Martin Scorsese lança um novo filme. Mais empolgante ainda é quando o diretor ainda mostra inovação em seu currículo, com um longa de temática pouco comum à sua filmografia. Quem pesquisa sobre a vida pessoal do diretor, sabe que a religião cristã é de grande importância na formação de sua personalidade. Desde o controverso A Última Tentação de Cristo, não vemos Scorsese lidar com o tema de forma tão direta. Em Silêncio, além desta temática religiosa, teremos uma ambientação japonesa que nos presenteará com um pouco do que o diretor aprendeu da outra lenda viva Akira Kurosawa. Ou você acha que Scorcese vai perder a oportunidade de brincar de samurai, mesmo que timidamente?

2 – Blade Runner 2049

Não é novidade para nenhuma cinéfilo que Blade Runner é um dos maiores clássicos de ficção-científica. Para muitos, o filme não é lá essas coisas, pois têm muitos elementos comuns a outros sci-fi mais populares como Robocop e Vingador do Futuro. O que não devemos esquecer, é que toda a estética cyberpunk que vemos hoje não era comum no cinema à época em que Blade Runner foi lançado. Não é a toa que foi um fracasso de bilheteria, pois aquele futuro distópico batia de frente com a ideia glorificada que se tinha da civilização humana avançada. A sequência de Blade Runner foi especulada por anos, e agora finalmente se tornou realidade em uma das melhores mãos que poderia estar: Denis Villeneuve. O diretor é um dos mais assertivos e versáteis da atualidade, e já provou que lida com gêneros de uma forma bem peculiar. Agora, com o maior orçamento que já teve em mãos em uma franquia com uma legião de fãs, Villeneuve pode esbanjar seu talento à vontade e em ótima companhia: o excelente Ryan Gosling como protagonista e a volta dos veteranos da franquia Harrison Ford e Ridley Scott, diretor do original e dessa vez, produtor. É uma fórmula que não tem como dar errado!

1 – Liga da Justiça

Deixa eu adivinhar: está surpreso, né? Depois de três filmes capengas, quem ainda espera algo mais do Universo Cinematográfico da DC, ainda mais quando o ex-queridinho dos nerds e agora infame Zack Snyder retorna à direção? Pois é, esta escolha é totalmente passional. Não consigo deixar de me empolgar com a mais clássica super equipe dos quadrinhos sendo levada às telonas pela primeira vez. Batman e Superman sempre foram meus super-heróis favoritos, pois desde pequeno tenho mais contato com filmes do que com quadrinhos, então como na época estas eram praticamente as únicas opções de super-heróis no cinema, foquei neles minha paixão. Ver o que Snyder fez com Batman v Superman foi uma grande decepção, apesar de ótimas cenas pontuais. Mas depois do baque que a Warner levou com o filme, já tratou de colocar Ben Affleck numa posição hierárquica maior do que a do próprio Snyder, e convenhamos, amigos, Affleck já provou mais de uma vez sabe contar uma história muito melhor do que aquele que se diz o maior fã de quadrinhos que existe. O estilismo visual de Snyder combinado com a mão criativa de Affleck e um elenco acertado, pode resultar na tão esperada guinada do DCU.

 

Menção Honrosa: Fragmentado

M. Night Shyamalan surpreendeu a todos no seu início de carreira pelas suas histórias e excelentes direções no gênero de suspense. “É o novo Hithcock”, todos diziam. Cuidado com essas comparações, já falei… Antes do Sr. Nolan, foi esse rapazinho aqui que pensou que podia fazer tudo. Começou a viajar demais nas idéias, a fazer umas coisas alternativas que só ele curtia e tal… Deu no que deu, foi esquecido ou se não execrado por público e crítica. Mas eu sabia que ele era talentoso, só estava em uma fase ruim. Fui sofrendo ver decepção atrás de decepção no cinema com a esperança de que um dos meus diretores favoritos de outrora iria se reerguer. Tamanha foi minha alegria quando Mr. Noite voltou ao gênero que lhe consagrou – e aparentemente o único em que sabe mexer, mas disfarça – e nos entregou o intrigante A Visita, apesar da recepção morna do público. Agora, é a vez dele retornar de vez aos holofotes com o suspense Fragmentado, com uma das tramas mais hitchcockianas de sua carreira (cof, Psicose, cof). Mas se é nisso que ele se garante, que se garanta! Nunca desacreditei desse indiano maroto!

Clique aqui para conferir a lista de Camila Fernandes.

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