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LIGA DA JUSTIÇA – CRÍTICA

Apesar das falhas, o filme da super-equipe consegue divertir.

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Quem aqui nunca quis ser o Batman ou o Superman? É claro que todos já ouviram falar desses heróis, que acredito ser alguns dos mais amados pelo publico. E é claro que quem lê quadrinhos tem um carinho especial por esses personagens, contudo, todos devem entender que se trata de uma critica de filme, e não dos personagens que amamos, mas dos detalhes que fazem um filme bom ou ruim. Não estou aqui para te dizer o que sentir ao assistir Liga da Justiça, você deve ir no cinema tirar suas conclusões, voltar aqui e ler e (é claro) desenvolver sua opinião. Mas já vou dizendo que o filme é muito melhor que eu esperava.

Liga da Justiça acontece depois dos eventos de Batman Vs Superman, onde o mesmo acaba morto no final, uma jogada arriscada da DC antes de iniciar o grupo principal. Mas é claro que ao final do filme já percebemos que ele iria ressuscitar, além do fato de que ninguém escondeu Henry Cavill (Superman) na campanha promocional (ao menos, não totalmente). Na trama, o mundo tenta lidar com a morte do Superman e Batman tenta entender os escritos que Luthor deixou para trás. Ele acaba descobrindo sobre as três Caixas Maternas, que foram separadas e protegidas pelas amazonas, pelos Atlantis e pelos homens. Um vilão chamado Lobo da Estepe quer reunir as caixas e matar toda vida do planeta terra com a ajuda de seus Paradêmonios, e para detê-lo, Batman reúne uma equipe de aprimorados: Barry Allen/Flash, Victor Stone/Ciborgue, Arthur Curry/Aquaman e Diana Prince/Mulher Maravilha.

Basicamente, essa é a história principal e dá para ver que é bem genérica. Mas isso não incomoda, já que basicamente toda equipe de heróis precisa um grande vilão e muita ação. Esse filme tem muitas cenas de ação, nenhuma memorável como a batalha do Superman e Batman, contudo, as melhores cenas acontecem com a Mulher Maravilha e com o Batman, todas no começo do filme. Ben Affleck continua bem com o personagem e Gal Gadot tem o carisma que segura qualquer cena que ela fizer, especialmente quando toca o tema de sua heroína. Não por acaso, a trilha de Danny Eflman conta com os temas clássicos de Batman (1989) e Superman (1978), mas é muito rápido é preciso ter bons ouvidos. Ezra Miller manda muito bem como Flash e Ray Fisher como Ciborgue, e apesar do CGI de seu personagem, ele se encontra como o herói e evolui durante as cenas. Jason Mamoa é o tipo troglodita e faz o Aquaman parecer um Cowboy com seus gritos, mas suas cenas de ação (quando não está falando) são muito boas. As piadas, apesar de serem repetidas algumas vezes, não incomodam tanto.

É excelente que o filme da equipe não tenha que ser sombrio e realista, basta observar os personagens, que são bem distantes disso, inclusive o Superman. Quanto ao Homem de Aço, parece que Henry Cavill finalmente encontrou a essência do herói, que nos remete a Christopher Reeve e traz uma homenagem ao filme original. O grupo sem o Superman não funciona bem, e dá para notar que é culpa do roteiro, que se concentra no vai e volta o Batman e seu desejo suicida, e fica bem difícil de aguentar.

Infelizmente, a trama não sabe o que fazer com o Batman durante as lutas em grande escala. Ele troca de armadura e aparentemente aguenta mais porrada do Superman que todos da Liga. O estúdio tem que decidir o que fazer com o personagem, pois só ficar pulando de galho em galho é difícil e até hoje ele não aprendeu que máquinas caras não derrotam monstros espaciais. Ele não está nem um pouco preparado para o Lobo da Estepe (Ciarán Hinds). Falando no monstrão, ele é péssimo visualmente, contudo não é um problema exclusivo do filme, já que me incomodou muito o visual do Hulk em Thor 3. Existem melhores formas de fazer CGI na tela sem parecer tão falso.

Claro que temos que comparar o filme da equipe da DC e Os Vingadores de 2012. Por mais que o filme da Marvel emocione mais que Liga da Justiça, o filme da DC não é um desperdício. Não vá ao cinema lembrando dos desenhos, nem dos quadrinhos. Imaginem os personagens pelas perspectivas dos filmes até agora. O futuro desse universo está começando, então vamos aguardar. Esses personagens merecem respeito, por isso, ser critico com o filme não significa desejar seu fracasso, e sim esperar que eles busquem sempre melhorar.

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