Gênero Ação EM RITMO DE FUGA – CRÍTICA

EM RITMO DE FUGA – CRÍTICA

Edgar Wright traz um filme de ação divertido e alucinante.

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Edgar Wright, famoso por filmes com temática cômica, mais uma vez acertou em cheio com Em Ritmo de Fuga, ou Baby Driver. Com um filme divertido, cheio de ação, sangue e um motorista digno da franquia Velozes e Furiosos, o longa é chamativo desde a primeira cena (que é facilmente encontrada nas redes sociais) e a trilha sonora é digna de reis. Vamos falar a verdade, quando envolvemos uma trilha nostálgica o filme sempre acerta, vide Guardiões da Galáxia.

Agora vamos a história de Baby (Ansel Elgort), que sofreu um acidente de carro quando criança e anos depois se tornou um grande piloto de fuga. Existe todo um enredo dramático por trás dele que torna esse personagem de poucas falas bastante humano. Ele só incomodava a polícia com suas travessuras, mas um dia pegou um carro que não devia e passou a dever muito a um grande mafioso da cidade, Doc (Kevin Spacey), então passa a trabalhar para ele para pagar o prejuízo. No início do filme fica bem claro que Baby não gosta do que faz, mas precisa fazê-lo.

Baby vive com seu pai adotivo, um senhor paraplégico e surdo com quem ele conversa totalmente em libras. Apesar da falta de palavras, os dois mostram uma dinâmica forte e Baby mostra ainda mais carisma, e as cenas agradam muito já que seu pai adotivo é um personagem incrível e adorável.

Os assaltos vão acontecendo e chegamos ao último trabalho de Baby. Livre de sua incumbência – pelo menos ele acredita agora ser dono do próprio nariz – ele conhece Deborah (Lily James), uma inocente garçonete. E como dois pombinhos apaixonados com o coração cheio de aventura e romance, é claro que os dois tinham algo em comum: fugir da vida medíocre em que estavam. Todavia, nem tudo são rosas, e Doc o chama para mais um serviço que rende uma cena espetacular dentro de correio. Então, para o serviço são convocados Bats (Jamie Foxx), um bandido onde toda história termina em morte, Buddy (Jon Hamm) e Darling (Eliza Gonzalez). Claro que estar misturado em meio a bandidos e loucos não seria uma boa para o pobre Baby, que tem que tomar atitudes que não queria para proteger a si mesmo e aqueles que ama. O resto vocês têm que ver, pois o ritmo alucinante de música, ação, tensão e comédia faz você ficar preso ao filme.

O elenco é muito bem escalado. Kevin Spacey está acostumado a viver chefes ao estilo House Of Cards e Quebrando a Banca. Se tenho uma reclamação é que ele poderia ser um cara menos bonzinho, o que esperamos dos personagens dele. Jamie Foxx encarna uma versão mais psicótica do Django e mata tudo que vê pela frente, e ele está bem à vontade no papel. Ansel largou deixou de ser um bobinho em filmes de romance e partiu para ação num jeitão calado e durão muito alucinante e digno de filmes como Carga Explosiva. O resto do elenco faz seu papel sem grande destaque para ser lembrado.

O filme peca com um final muito previsível que fugiu à regra dos filmes de ação. Apesar de sabermos que Baby não é um bandido, acredito que poderíamos ir além do básico, já que o filme foge do convencional e faz você querer pegar seu vídeo game e voltar a jogar Need For Speed Most Wanted. Na verdade, esse é um verdadeiro filme inspirado nos games de motoristas loucos. Também lembra um pouco GTA, onde andar armado e matar pessoas só nos rende estrelas e perseguição, mas com um pouco de manha, fugimos. O filme é ótimo e diverte.

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