Inicio Destaque CINEMAGINANDO INDICA: DEZ SÉRIES QUE VOCÊ NÃO PODE PERDER

CINEMAGINANDO INDICA: DEZ SÉRIES QUE VOCÊ NÃO PODE PERDER

Nossa equipe dá dicas de séries indispensáveis.

707
0
COMPARTILHE

Na era de ouro da televisão (e streaming) que vivemos hoje, não faltam boas séries para conferir. Às vezes, não se trata de opções, mas falta de tempo para assistir a tudo que as telinhas têm a oferecer. No entanto, faça a si mesmo esse desafio. Digamos que um amigo tem um fim de semana livre e deseja passá-lo com uma boa série e você só pode indicar uma. Qual escolheria? Quais séries você consideraria essenciais para qualquer maratonista do controle remoto?

Nossa equipe decidiu compartilhar com vocês dez exemplos de séries essenciais. Desde ficção-científica à comédia, deixamos vocês com dez dicas de séries que realmente nos marcaram.

Breaking Bad (por Filipe Costa)

Uma das maiores febres da TV nos últimos tempos foi Breaking Bad. Contando a história de um frustrado professor de química de uma escola em Albuquerque no Novo México, Walter White, interpretado pelo maravilhoso Bryan Cranston, se descobre com um estágio avançado de câncer e resolve trilhar os sórdidos caminhos da fabricação e tráfico de metanfetamina em parceria com seu ex-aluno Jesse Pinkman, vivido por Aaron Paul em grande forma. O grande mote aqui está na transformação de um simples pai de família suburbano lutando por subsistência em uma figura totalmente inversa aos seus princípios originais de vida, trazendo até mesmo a reflexão de que talvez isso pudesse acontecer a qualquer um de nós. A Netflix foi responsável por dar um upgrade sensacional a audiência de Breaking Bad após a entrada da mesma em seu catálogo. Com essa obra-prima, seu criador, Vince Gilligan, tornou-se um dos nomes mais revolucionários do mercado de séries nos últimos tempos.

Mad Men (por Felipe Alencar)

Mad Men é simplesmente uma obra-prima da TV norte-americana. É praticamente perfeita em diversos aspectos, tais como roteiro, atuação, direção, figurino e reconstrução de época. Ao longo das 7 temporadas, acompanhamos o charmoso e misterioso Don Draper e um grupo de publicitários na Nova York dos anos 60. A série toca em temas importantes como o fumo, abuso do álcool, o papel das mulheres na sociedade, família, egoísmo, hipocrisia e felicidade. A ação é toda psicológica e o desenvolvimento de cada personagem ao longo da série é profundo. São 7 temporadas, mas você vai desejar que fossem 10!

The Handmaid’s Tale (por Thiago César)

Adaptada do livro homônimo de 1985, escrito por Margaret Atwood, esta série tem uma premissa que já é sombria por si só. Em uma realidade alternativa, o baixo índice de fertilidade entre as mulheres é usado como justificativa para um golpe de Estado que resgata o regime teocrático e autoritário. Enquanto os homens ocupam altos cargos do poder, as mulheres são limitadas a servi-los enquanto esposas, empregadas domésticas ou servas reprodutoras. Cerimônias e punições são práticas comuns nessa sociedade, como uma nova Idade das Trevas. Além das atuações primorosas e da fotografia de dar inveja em muitas obras cinematográficas, o que mais nos aproxima da história é sua protagonista. June é uma das aias, cuja função principal é dar luz a crianças que vão ser criadas pelos seus patrões. Sentimos todo o peso do drama da personagem. Sua desilusão, sua solidão, sua raiva e sua determinação constroem uma das relações de empatia mais fortes entre expectador e personagem que já experienciei. O que mais intriga e assusta é que muito do que se vê na série pode ser facilmente relacionado com a vida real, não sendo difícil imaginar algo parecido acontecendo em um futuro próximo.

Chernobyl (por Camila Fernandes)

Se você não tem tempo ou paciência para séries com várias e longas temporadas, mas ainda assim, procura algo de grande inteligência e qualidade, Chernobyl é a escolha ideal. A minissérie de apenas cinco episódios narra de forma dramática e analítica os fatores que levaram ao terrível desastre de Chernobyl em 1986. Aqui, acompanhamos um oficial e um cientista do governo da (então) União Soviética, interpretados por Stellan Skarsgard e Jared Harris, que são mandados para investigar a usina, conter desastres ainda maiores e descobrir a causa do acidente. Apesar de ter sido lançada na televisão, Chernobyl tem a qualidade, imponência e escala de uma super produção de cinema. A cada episódio, ela o imerge mais nos dramas, mentiras e horrores dessa história e nos deixa aterrorizados não apenas com o que aconteceu, mas com o que poderia ter acontecido se não fossem pelas dezenas de milhares de pessoas que se sacrificaram para conter o desastre.

Legion (por Érica Oliveira)

Contrariando tudo o que você pensaria ver em uma história de super heróis, Legion – uma série do canal FX e da franquia X-Men – vai agradar até aqueles que não gostam desse gênero. A série acompanha David Haller (Dan Stevens), um mutante esquizofrênico que tenta entender seus problemas e neuras juntamente com a magnitude de seus poderes. O mais impressionante não é nem a história em si, mas sim a direção. A cada episódio você é surpreendido com a criatividade narrativa e design que, pode até deixar você meio perdido no início, mas quando você começa a entender e ligar os pontos, minha nossa senhora, é fenomenal! Legion não quer apenas contar uma história, ela quer fazer você entender o mundo da ótica de uma mente totalmente perturbada em um mundo igualmente perturbado. Se você não tem paciência para desvios de roteiros e de uma narrativa mais psicológica e não linear, não assista. Mas se você gosta de fugir do comum e adora uma criatividade cinematográfica, essa é a série! E pra quem não gosta de super-heróis, aposto que esse você vai gostar.

Arquivo X (por Filipe Costa)

Boa parte do que conhecemos hoje como o formato das séries modernas para a TV existe por causa de Arquivo X. Criada pela mente genial de Chris Carter, essa produção americana filmada no Canadá foi ao ar pela Fox originalmente de 1993 a 2002 (em 2016 houve um revival, mas sem o mesmo impacto) e sem dúvidas foi uma das séries mais bem sucedidas da história, sendo referência para uma enxurrada de outras produções. Arquivo X nos apresentava as aventuras e desventuras da dupla de agentes especiais do FBI, Fox Mulder (David Duchovny) e Dana Scully (Gillian Anderson), onde ambos eram os responsáveis pelo relegado departamento que investigava assuntos paranormais. O diferencial dessa produção é que o foco narrativo não se limitava apenas nas questões paranormais, mas ia desde uma abordagem bastante íntima e pessoal de sua dupla de protagonistas (fugindo do clichê de romance meloso) até ao debate sobre conspiração governamental. O tema musical com apenas 6 notas também é um clássico. The Truth Is Out There!

The Newsroom (por Felipe Alencar)

The Newsroom é uma série da HBO que não fez tanto sucesso quanto os queridinhos Game of Thrones e Chernobyl, mas isso não significa que ela não seja boa. Muito pelo contrário, é excelente! Especialmente se você é jornalista ou deseja se tornar um dia. A série mostra os conflitos de uma redação de um jornal que tenta passar apenas notícias importantes e da forma mais imparcial possível. Os desafios e embates que eles enfrentam em nome da imparcialidade vão fazer você pensar um bocado. É utópico, mas dá muito gosto de se assistir.

Westworld (por Thiago César)

Westoworld é uma série adaptada do filme homônimo de ficção-científica de 1973. A premissa gira em torno de uma espécie de parque de diversões com temática de faroeste, onde pessoas pagam uma fortuna para viver um tempo naquele ambiente super-realista, onde os personagens são androides que podem ser usados ao bel-prazer do visitante. Enquanto o filme se limita ao gênero de ação à la Exterminador do Futuro – inclusive, tendo influenciado muito este –, a série adentra mais o território sci-fi, com discussões sobre humanidade, consciência e moralidade. O elenco é fabuloso, contando com o gigante Anthony Hopkins, o design de produção tem uma personalidade rara em produções para TV e o enredo misterioso com atmosfera tensa gera um interesse e encantamento ao mesmo tempo em que abre espaço para debates filosóficos que extrapolam a telinha.

Sherlock (por Camila Fernandes)

Se Benedict Cumberbatch e Martin Freeman são atores tão prestigiados e requisitados hoje em dia, sem dúvidas é por causa de Sherlock. A versão do clássico personagem de Arthur Conan Doyle lançada em 2010 traz o detetive e seu parceiro para a Londres da época atual e recria os contos mais famosos do personagem com uma pegada contemporânea. Tanto no roteiro quanto no visual, a série cria formas invetivas de mostrar o incrível intelecto de Sherlock Holmes. Ao fazer isso, o próprio espectador é levado com Sherlock a juntar as peças do quebra-cabeça, criando uma experiência imersiva. Mas a série não teria o sucesso que teve sem o talento de seus dois atores principais. Cumberbatch e Freeman se tornaram minha versão favorita da dupla graças ao seu carisma e química, fazendo com que o cotidiano dos dois fosse tão envolvente e divertido de assistir quanto os mistérios que investigavam. Admito que a quarta e última temporada deixa a desejar em comparação às demais, mas sendo fã do personagem e dos livros, não poderia de fazer essa recomendação.

Black-ish (por Érica Oliveira)

Pensei em algumas outras séries que poderia indicar, como, por exemplo, The Crown, mas decidir escolher Black-ish pelo mesmo motivo de Legion: fugir do comum. Ela é uma série de comédia estilo sitcom da ABC que segue a vida de uma família afro-americana de classe média alta. Narrado pelo personagem Andre Jonhson (o pai da família), você acompanha os desafios pessoais e sociopolíticos em que se encontram e como isso define suas personalidades. O que eu considero importante nessa série para destacá la como “incomum” é que ela não se prende ao seu gênero de comédia e explora assuntos reais e polêmicos de uma maneira bem forte e que vai te deixar questionando o mundo e sua visão dele. Teve episódios que rolou até um nó na garganta. Nem todos os episódios são bons, com piadas algumas vezes paspalhonas e com alguns esteriótipos forçados, mas é uma série que compensa.

Que séries você recomendaria? Deixe nos comentários.

Anuncie no Cinemaginando
Anuncie no Cinemaginando
Anuncie no Cinemaginando