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TURMA DA MÔNICA: LAÇOS – CRÍTICA

Adaptação dos personagens de Mauricio de Sousa emociona e diverte.

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Talvez muita gente ainda não saiba, mas os quadrinhos da Turma da Mônica são as HQs mais vendidas no Brasil. Em território tupiniquim não tem para Batman, Homem Aranha ou X-Men e essa liderança de mercado não é algo recente. Eu, como tantas outras crianças da minha e de outras gerações, cresci lendo as divertidas histórias dos personagens criados pelo genial Mauricio de Sousa. E um dos pontos bastante interessantes na história da produção do longa Turma da Mônica – Laços, é que justamente esta história não foi originalmente escrita por Mauricio de Sousa, e sim pela dupla de irmãos Vitor e Lu Cafaggi.

Laços é fruto de uma aposta bastante acertada da MSP em investir no mercado de graphic novels usando os personagens já consolidados dos “formatinhos”. Apesar de conter um teor mais experimental e maduro do que o material tradicional, a premissa é simples: Floquinho, o cachorrinho verde do Cebolinha, some misteriosamente. Então ele, juntamente com Mônica, Magali e Cascão, decidem investigar o desaparecimento e ainda bolar um audacioso plano de resgate.

O roteiro de Thiago Dottori talvez tenha suavizado um pouquinho as nuances do material adaptado para o público de cinema, mas nada que tenha implicado fortemente na essência da história ou dos personagens. E há de se dar o devido crédito para a marcante e sensível atuação do quarteto principal, Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão). Eles estão formidáveis na telona. E não é apenas uma questão de o quanto eles estão tão bem caracterizados ou parecidos com os desenhos, mas principalmente porque cada um deles conseguiu imprimir uma personalidade original para estes personagens clássicos ao mesmo tempo em que também não se distanciaram da essência dos mesmos.

Por isso, outro ponto positivo está no forte senso de propósito da direção do experiente Daniel Rezende. Fica na cara que a sua batuta foi imprescindível para extrair o máximo de potencial possível desses quatro jovens atores. Rezende também se preocupou em acarinhar os fãs da Turma da Mônica de longa data. Se você é um desses, fique atento, pois o filme está repleto de easter-eggs, além da participação especial do criador Mauricio de Sousa. Outra participação importante é a de Rodrigo Santoro como o Louco, um dos pontos altos e também um dos mais engraçados.

Ao início do ano, este que vos escreve pôs o Turma da Mônica – Laços no top 10 de filmes mais aguardados de 2019 (veja matéria do Cinemaginando) e posso dizer que ele supriu as minhas expectativas de maneira bastante satisfatória. É o típico filme que diverte, faz rir e emociona toda a família, além de ser um produto nacional de alta qualidade que honra o legado de Mauricio de Sousa.

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