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MENTES SOMBRIAS – CRÍTICA

Essa nova aventura juvenil não traz nada de original.

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Literatura voltada para o público teen se tornou um verdadeiro celeiro de ideias e roteiros para Hollywood. A saga Crepúsculo e Jogos Vorazes, são apenas dois exemplos desses sucessos estrondosos, que não me deixam mentir. Muito embora esse nicho tenha também os seus fracassos, o saldo continua, ao meu ver, ainda sendo bastante positivo dentro do mercado cinematográfico.

Deste celeiro então surgiu Mentes Sombrias. O filme é inspirado no romance de Alexandra Bracken, onde 90% da população infantil do planeta foi morta por uma catastrófica pandemia. Os que conseguem sobreviver ao trágico ocorrido começam a desenvolver uma série de habilidades extraordinárias, que vão desde uma super cognição a telecinese e manipulação telepática (isso te lembra algo?). O governo, como não poderia ser diferente, começa a segregar os sobreviventes com habilidades de nível mais raso e a exterminar os mais poderosos, considerados extremamente perigosos. Cada nível de habilidade recebe uma espécie de graduação por cores. Os laranjas e vermelhos são considerados extremamente perigosos. Nesse cenário surge a protagonista, Ruby, uma das sobreviventes da pandemia. Ela encara uma série de adversidades e se vê diante da oportunidade de fugir do gueto. Um dos muitos dilemas que Ruby enfrenta é saber se é suficiente apenas sobreviver diante de tanto sofrimento, ou se entra de uma vez por todas na luta contra a opressão do governo. Quer temática mais atual?

Amandla Stenberg, que curiosamente também esteve no Jogos Vorazes original, atua de forma cativante no papel de Ruby. Emoção não falta em sua atuação e principalmente em seu olhar. Todo o elenco teen que faz parte da trupe de Ruby está em ótima sintonia. A escalação de Skylan Brooks e Miya Cech foram precisas, mas Amanda realmente se destaca, mesmo diante da liderança que o personagem de Harris Dickinson exerce. Jennifer Yuh Nelson, que foi a diretora responsável pelas sequências de Kung-fu Panda, mostrou-se mais que capaz ao lidar com este tipo de produção blockbuster. Principalmente na direção da turminha do barulho de Ruby. Ali realmente existe um trabalho e um processo a serem admirados. O roteiro bem estruturado de Chad Hodge parece ter adaptado e capturado a alma do romance de Bracken com excelência.

Agora não há como assistir a Mentes Sombrias e não fazer conexões com os dramas mutantes de X-Men. Temos até uma adolescente asiática de luvas amarelas manipulando eletricidade! Já para os fãs da DC Comics aqui também temos uma “Liga”. A heroína e protagonista de Jogos Vorazes também foi revisitada. Mesmo sendo de outra origem étnica a comparação será inevitável. Principalmente na cena final (aquele aceno poderia ter sido evitado, né?!). Sem falar no clima e fotografia de Stranger Things. O que até pode ser explicado por ser uma produção da mesma equipe. O importante é, pelo menos ao meu ver, que nada disso interfere no resultado final do longa. É divertido, interessante e tem um ótimo ritmo. Intrigas e romance também estão lá. As cenas de ação, apesar de não serem tantas, são bem legais mesmo.

A pergunta que fica é: teremos enfim mais uma saga teen de sucesso em Hollywood? 

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