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LIVE-ACTIONS DA DISNEY: DO PIOR AO MELHOR

A lista também inclui o novo 'O Rei Leão'.

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Mais uma readaptação de uma famosa animação da Disney chega aos cinemas essa semana com O Rei Leão, e ao que tudo indica, essa febre não vai parar tão cedo. Os próximos meses nos trarão uma sequência de Malévola e a nova versão de Mulan, sem falar na pré-produção de A Pequena Sereia, que já anda dando o que falar.

Mas decidi olhar para o passado e revisitar essas novas adaptações e montar um ranking para analisar se elas realmente valeram a pena. Não estou incluindo Christopher Robin, já que não se trata de uma readaptação de um filme. Decidi incluir também o recém-lançado O Rei Leão, que terá um TVmaginando especialmente voltado a ele. Só deixarei minhas impressões básicas.

Vamos à lista!

9 – Alice Através do Espelho

Seis anos após o primeiro filme, Mia Wasikowska, Johnny Depp e companhia retornaram para a adaptação de outra famosa obra de Lewis Carroll. Alice Através do Espelho tenta ser mais alegre que seu antecessor, mas ainda sofre dos mesmos problemas. Mia Wasikwoska é uma boa atriz, mas não consegue construir uma protagonista forte. Os demais, principalmente Johnny Depp, parecem ainda mais afetados do que antes, criando um filme mais infantilizado e esquecível.

8 – Alice no País das Maravilhas

Tim Burton e Johnny Depp já foram sinônimos de uma parceria de sucesso nas telonas. Eis o filme que marca o início da queda dessa grande dupla. Quando foi lançado, a curiosidade do público com a versão de Burton do País das Maravilhas estava nas alturas, tendo em vista o prestigiado elenco, a popularidade de Depp e os incríveis visuais apresentados no trailer. Essa antecipação, somado à popularidade da tecnologia 3D na época, ajudaram o filme a se sair bem nas bilheterias, no entanto, críticos não se empolgaram tanto. O roteiro confuso, tom inconsistente e a falta de carisma da (então) novata Mia Wasikwoska criaram uma experiência visualmente bela, mas muito esquecível e decepcionante.

7 – Dumbo

Ainda que Tim Burton seja um excelente diretor, as versões em live-action da Disney não têm se mostrado suas amigas. Em sua terceira e mais recente tentativa, Burton nos traz outro filme visualmente belo, porém, vazio. Dumbo, nosso protagonista digital é um dos pontos fortes do filme graças ao belo trabalho de efeitos visuais, criando um personagem adorável e tocante. Burton tenta expandir a história além dos seus 64 minutos originais, trazendo mais personagens humanos e uma trama maior. Mas os humanos, por mais que sejam interpretados por grandes atores, não tem carisma o bastante para segurar o filme.

6 – Malévola

Desde o princípio, Angelina Jolie soava como a escolha perfeita para interpretar uma das mais famosas vilãs da história da Disney. Apenas a primeira foto oficial da atriz como Malévola era o bastante para inspirar confiança no público e recontar a famosa história da Bela Adormecida sob a perspectiva da vilã parecia uma forma criativa de trazer algo novo à história. Por mais que Jolie tenha dado tudo de si na personagem, essa perspectiva diferente também anulou os demais personagens, que antes tinham maior importância. Ao redimir Malévola como uma heroína, o filme retirou o que fazia da personagem tão cativante na animação original e alterou a essência da história original.

5 – A Bela e a Fera

Tudo nesse filme soa como a combinação perfeita para um remake em live-action dessa prestigiada animação. Ainda que o elenco se esforce, muito da magia do filme original vinha da forma que seus personagens foram animados. Ao fazer a transição para live-action e recontar a história da mesma forma que o filme de 1991, a personalidade dos personagens se perdeu. Emma Watson e Dan Stevens são bons atores e se esforçam em suas performances e no canto, mas ainda ficam inferiores à animação. Isso poderia ter sido elevado caso o filme tentasse se diferenciar da versão de 1991. No entanto, essa nova versão se contenta em recontar a história com a mesma estrutura da animação, mas sem a mesma magia.

4 – Aladdin

A nova versão de Aladdin infelizmente sofre do mesmo mal de A Bela e a Fera e usa uma estrutura muito semelhante à da animação, tornando impossível não fazer comparações. Mena Massoud não tem o carisma necessário para interpretar Aladdin, no entanto, Naomi Scott não só traz mais força para a princesa Jasmine, mas ganha mais importância do que na animação. Mas a melhor adição ao filme é o Gênio de Will Smith, que traz um estilo de humor diferente da animação e também ganha uma história maior. Sem falar que Smith é um ator naturalmente carismático e torna a experiência mais divertida.

3 – O Rei Leão

A mais nova versão em live-action da Disney traz de volta o diretor de Mogli – O Menino Lobo, Jon Favreau, e cria um espetáculo visual. Infelizmente, o filme segue demais a fórmula da animação e aposta pouco em novos elementos. O elenco de dublagem é perfeito, com destaque para os dubladores de Timão, Pumba e Zazu, que ganham mais liberdade para se diferenciarem do original. Favreau aposta no realismo visual, mas com isso, extrai parte da personalidade de seus personagens, que se comportam como animais normais. Ainda assim, é um show de nostalgia que deve lotar os cinemas, ainda que não supere a animação original.

2 – Cinderela

Todos conhecemos a história da Cinderela e certamente já vimos várias versões ao longo dos anos. Por mais que a animação da Disney seja um clássico, o diretor Kenneth Branagh acerta ao apostar em mais elementos novos, porém, mantendo a magia do original. O filme não nos traz os animais falantes, no entanto, aposta em mais tempo e desenvolvimento de Cinderela e do Príncipe, ajudando a construir a história de amor entre os dois. Lily James e Richard Madden tem uma ótima química, Cate Blanchett está maravilhosa como a vilã e o design e figurino do filme constroem uma atmosfera mágica.

1 – Mogli: O Menino Lobo

Nessa nova versão, o diretor Jon Favreau fez exatamente o que eu gostaria que as versões em live-action fizessem. Ele contou uma história que nós já conhecíamos, mantendo os personagens e a magia do que fez a animação funcionar, mas trouxe uma estrutura e elementos novos. Ao fazer isso, Favreau deu espaço para que Mogli se tornasse um personagem melhor e mais ativo em sua própria história e transformou o tigre Shere Khan em um vilão ainda mais ameaçador. Bill Murray está perfeito como a voz do adorável Baloo e o filme usa de forma inteligente a famosa canção “Bear Necessities”, criando um momento nostálgico e doce. Nem precisamos mencionar o visual fabuloso do filme, que levou o Oscar de Efeitos Visuais.

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