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HOMEM-ARANHA NO ARANHAVERSO – CRÍTICA

O melhor filme do Homem-Aranha até hoje!

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Homem-Aranha no Aranhaverso é uma mistureba insana de gêneros e referências que, no final, resulta em um prato delicioso, daqueles de lamber os dedos e pedir mais! Foi assim que eu me senti depois de assistir ao mais novo filme do cabeça de teia, desta vez em animação e longe do universo cinematográfico Marvel.

O longa foi feito em três mãos: Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman dividem os créditos pela direção. O trio, anteriormente, já trabalhara em outras animações de relativo sucesso como O Pequeno Príncipe, A Origem dos Guardiões e O Gato de Botas. Nos próximos parágrafos vamos falar um pouco mais sobre as particularidades de
Homem-Aranha no Aranhaverso.

Diversidade e representatividade são as características principais deste longa. A começar pelo próprio protagonista, Miles Morales, um adolescente negro e com descendência latina. Após ser picado pela famosa aranha radioativa e ganhar os poderes do nosso querido herói, Miles Morales se encontra com homens-aranha de outros universos paralelos – daí o “Aranhaverso” do título – e precisa impedir o Rei do Crime de continuar fazendo experimentos com o espaço-tempo, o que pode destruir toda a realidade em que eles vivem. Isso tudo ao mesmo tempo em que o mesmo precisa lidar com os conflitos da adolescência e a descoberta de seus novos poderes e habilidades, que nem sempre são dominados logo de cara. Com todos estes ingredientes, temos uma história de origem empolgante e muito bem construída.

O ponto alto deste longa-metragem é a reunião dos mais variados e diversos Homens-Aranha em um mesmo universo. Isso é o equivalente à reunião de todos os heróis do universo Marvel em Os Vingadores. Além do próprio Miles Morales, temos um Peter Parker fracassado e pançudo, Gwen Stacy (dublada pela maravilhosa Hailee Steinfeld) – que é uma Mulher-Aranha extremamente fodona – Peni Parker – que é uma homem-aranha futurista e em formato de anime – o Homem-Aranha Noir (dublado por Nicolas Cage) – que vem diretamente dos anos 1920 – e até um homem-aranha em formato de cartoon, o Spider-Ham, que é um porquinho que lembra bastante o “Gaguinho” dos Looney Tunes (inclusive há uma piada com isso no final do filme).

Toda essa mistura de gêneros e referências dá super certo e cada um dos Homens-Aranha tem o seu momento de brilhar na tela. Porém, a trama dá mais atenção à Miles Morales, Peter Parker e Gwen Stacy que, juntos, são fundamentais no amadurecimento do protagonista e na decisão dele de realmente ser o Homem-Aranha.

Outra característica que chama atenção em Homem-Aranha no Aranhaverso é a qualidade da animação. Estamos falando de uma animação em 3D com Cell Shading, que é uma técnica que transforma imagens renderizadas em 3D em imagens 2D. O resultado fica fantástico, conforme você pode conferir no trailer.

O traço do desenho se assemelha bastante ao do jogo The Walking Dead, da Telltale. Quem já jogou sabe do que eu estou falando. A animação é bem de quadrinhos mesmo, inclusive com caixas de fala em amarelo e onomatopeias escritas na tela. A montagem do filme também merece muitos elogios, pois é muito dinâmica e por vezes acompanha a trilha sonora, que também é muito empolgante e divertida.

Portanto, falo com tranquilidade que Homem-Aranha no Aranhaverso é uma das melhores animações lançadas em 2018 e, sem dúvida, o melhor filme do Homem-Aranha de todos os tempos!

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