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ESPECIAL: O MELHOR E PIOR DA PRIMEIRA METADE DE 2019

Será que o primeiro semestre rendeu alguma coisa?

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Chegamos ao fim da primeira metade de 2019, e por mais que ainda tenhamos seis meses para decidir o que esse ano trouxe de melhor e pior, a jornada até aqui já rendeu alguns títulos para a lista de fim de ano.

Juntem-se a nós enquanto nossa equipe elege os cinco melhores e cinco piores filmes da primeira metade de 2019. Se você acha que algum título foi esquecido, não deixe de postar sua dica nos comentários.

O PIOR

Hellboy 

Não sendo um leitor de quadrinhos, tenho que me assumir fã de Guillermo del Toro. Os dois longas realizados pelo diretor mexicano não me impactaram de cara, mas foram crescendo aos poucos, com O Exército Dourado sendo o meu favorito. Mas em vez e um terceiro filme de del Toro, o que tivemos foi essa decepção. Com um diretor ideal, o aval do criador Mike Mignola e talvez a melhor escolha para substituir Ron Perlman esse reboot tinha tudo para dar certo. Esse filme tenta emular Deadpool enquanto põe Hellboy em cenários facilmente reconhecíveis da obra de Mignola. Nem mesmo Milla Jovovich foi capaz de salvar essa bomba. A adaptação parece até se arrepender da forma que resolve a própria história, colocando uma sequência de ação sem proposito antes de entrar nos créditos e se apoiando em pontas soltas. Com pouco momentos memoráveis, não me importo com o que eles tinham em mente para o futuro. Podem, ironicamente, ficar no inferno do desenvolvimento.

X-Men: Fênix Negra 

Como se já não bastasse estragar uma das sagas mais icônicas dos quadrinhos da Marvel com X-Men: O Confronto Final, Simon Kinberg, co-autor do filme de 2006, retorna para escrever e dirigir uma nova versão da mesma história. Incrivelmente, ele consegue cometer os mesmos erros, destoando bastante da obra original e finalizando a importante franquia dos mutantes na Fox com aquele que talvez seja o pior filme de toda a série. Ação genérica, atuações automáticas e roteiro pobre são alguns de seus grandes problemas, mas nada além do fiasco já esperado com pesar pelos fãs.

The Silence

Eu poderia até dizer que o fracasso de The Silence, produção original Netflix, deve-se ao fato dele ter sido lançado depois do excelente Um Lugar Silencioso. Mas não é o caso. The Silence tem um roteiro fraco, atores esforçados, mas que pouco podem fazer com o texto que têm em mãos. Os monstros que dizimam a humanidade poderiam ter sido facilmente exterminados e, para completar, ainda inventaram de colocar uma seita que em nada se conecta com a história. Certamente uma das decepções do ano.

Fim do Mundo

Fim do Mundo é aquela típica produção que mira alto, mas a pontaria é fraca. O talentoso Zack Stentz deu uma daquelas derrapadas vergonhosas com um roteiro totalmente raso que não ajuda em nada no desenvolvimento dos personagens e da história. A tentativa de emular filmes como Os Goonies e Super 8 só provou que McG está longe de ser um Richard Donner ou J.J. Abrams.

A Maldição da Chorona

Por mais que a ideia de um universo compartilhado de terror seja empolgante, a saga Invocação do Mal mostra cada vez mais o quanto James Wan faz falta na cadeira do diretor. Michael Chaves, que vai assumir o lugar de Wan em Invocação do Mal 3, entrega um dos piores filmes desse universo com A Maldição da Chorona. O longa se guia por sustos baratos e mal construídos, personagens unidimensionais que tomam decisões incrivelmente burras e desperdiça uma das mais populares e aterrorizantes lendas mexicanas.

O MELHOR

Homem-Aranha no Aranhaverso

Com o Homem-Aranha no universo cinematográfico Marvel, muitos ficaram céticos com uma nova versão em formato animado nas telonas. Até porque nesse quesito, a Sony já havia deixado um gosto amargo na boca do público com o descartável Emoji – O Filme. No entanto, Homem-Aranha no Aranhaverso não poderia ser mais oposto. O estilo de animação único – unindo técnicas 2D, 3D e pop art – trouxe um visual deslumbrante à animação. E o roteiro, que conseguiu trazer tudo o que os fãs mais amam nesse personagem, foi uma verdadeira ode ao Homem-Aranha. Um dos melhores filmes de super-herói da década.

Nós

Depois de Corra!, muitos ficaram de olho do diretor estreante Jordan Peele, ansiosos para ver se ele tivera apenas sorte de principiante ou se realmente nascia um novo mestre do horror. Isso ficou comprovado com seu segundo filme, Nós. Estrelado pela brilhante Lupita Nyong’o, o filme consegue ser perturbador e ao mesmo tempo contemporâneo, trazendo críticas sociais e políticas referentes ao atual estado dos EUA. É um filme onde o público com certeza encontrará mais nuances e temáticas a cada vez que for assistido.

Dor e Glória

Considerado o filme mais pessoal de Pedro Almodóvar, este drama metalinguístico com traços autobiográficos mostra um amadurecimento do diretor já experiente. A condução narrativa, aparentemente simples que recorta entre tempos distintos, guarda uma bela e emocionante surpresa que dá outro significado à trama. A interpretação parcimoniosa e naturalista de Antonio Banderas é uma das melhores de sua carreira e digna de premiação. Nada de grande orçamento e efeitos visuais nesta obra sensível que facilmente encontra identificação por parte do público.

Toy Story 4

Com um final tão emocionante quanto o de Toy Story 3, o medo de que um quarto filme pudesse estragar algo perfeito era enorme. No entanto, a Pixar mostrou com Toy Story 4 que sabe muito bem como trabalhar com Woody, Buzz e companhia. O capítulo final da saga dos brinquedos trouxe novos personagens cativantes, uma trama emocionante que fez muito marmanjo chorar no cinema e uma despedida digna para os fãs dessa franquia.

Rocketman

Bohemian Rhapsody deu início à febre das cinebiografias das lendas da música, mas Rocketman mostrou que o gênero tinha muito mais potencial do que imaginávamos. O diretor Dexter Fletcher transformou a vida do cantor Elton John em uma bela fantasia musical narrada pelas maiores canções da carreira do cantor britânico, criando uma jornada emocionante e nostálgica para seus fãs. Tudo isso foi então coroado com a incrível performance de Taron Egerton como Elton John, que trouxe sensibilidade e carisma na medida certa.

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