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ESCAPE ROOM – CRÍTICA

Suspense tenta repetir a fórmula de Jogos Mortais, mas sem sucesso.

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Podemos facilmente descrever o filme Escape Room como um novo Jogos Mortais (2004). Ele segue a mesma premissa do filme que consagrou o famoso vilão Jigsaw, mas desta vez sem apostar tanto no gore e dando mais ênfase aos quebra-cabeças mortais que deixam os participantes dos jogos a beira de um colapso de nervos.

Em Escape Room, acompanhamos 6 pessoas que recebem uma caixa misteriosa que exibe um convite para um novo jogo altamente imersivo que consiste na fuga de uma sala. Quem conseguir escapar ganha um bom prêmio em dinheiro. É informado ainda que nenhum participante conseguiu completar a prova com sucesso. É óbvio que o desafio e a premiação em dinheiro são muito atrativos para os personagens.

Desta forma, as 6 vítimas são trancafiadas no ambiente milimetricamente planejado para matar cada um deles das mais variadas e criativas formas. A única maneira de escapar é desvendando as inúmeras charadas e mistérios espalhados por todas as salas mortais. Outra similaridade com Jogos Mortais é que cada um dos jogadores possui um passado sombrio e, de certa forma, eles estão sendo punidos por ele.

O filme é dirigido por Adam Robitel, que tem como principais trabalhos os filmes Atividade Paranormal: Dimensão Fantasma e Sobrenatural: A Última Chave. Ele é bem competente em construir o suspense das cenas e em dar a sensação de urgência e iminência da morte. O tempo é um fator chave aqui e quanto mais tempo se leva para desvendar uma charada, mais perto eles ficam de morrer. A sensação de prisão e claustrofobia também é muito bem explorada pelo diretor e pelos atores. As diversas “salas mortais” são muito bem pensadas. Cada uma com uma temática diferente e com charadas e perigos diversos. Por vezes nos sentimos dentro de um videogame mesmo. A direção de arte foi muito feliz na criação e montagem dos ambientes.

E por falar nos atores, não temos aqui nenhuma grande estrela, mas algumas carinhas conhecidas, como Logan Miller (Com Amor, Simon); Deborah Ann Woll (das série Demolidor e O Justiceiro) e Nik Dodani (da série Atypical). Eles fazem um trabalho competente na construção dos personagens, mas nenhum deles tem uma atuação digna de nota ou que se destaque dos demais. O que mais consegue roubar a cena é Nik Dodani, sendo o lado cômico do filme.

O roteiro também se mostra bem consistente até o segundo ato. Escape Room não apresenta nenhuma história brilhante ou impressionante, mas até o fim do segundo ato ele estava sendo um filme interessante. Porém, a partir do terceiro ato o roteiro descamba para uma série de clichês e decisões erradas que derrubam a qualidade da obra lá para baixo e tenta forçar uma sequência que, ao meu ver, é desnecessária. Se o filme tivesse continuado na mesma pegada dos 2 atos anteriores, teria terminado de forma muito mais digna e uma sequência seria aguardada com mais ansiedade.

Desta forma, podemos dizer que Escape Room é um Jogos Mortais moderno e piorado. Não temos aqui uma história com reviravoltas que surpreendem e nem um vilão icônico, como é Jigsaw. O filme termina de forma frustrante mas, mesmo assim, ele cumpre bem o seu papel como entretenimento puro e simples. É um filme para chamar a galera para assistir no cinema sem muitas pretensões.

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