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ERA UMA VEZ UM DEADPOOL – CRÍTICA

Será que vale a pena ver um Deadpool sem sangue e palavrões?

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Era Uma Vez Um Deadpool é vendido como um “conto de Natal”, e isso é bem evidente até pelo poster divulgado. Mas não é bem assim.
Era Uma Vez Um Deadpool é, na verdade, o filme Deadpool 2 editado de forma a caber na classificação PG-13, ou seja, acima de 13 anos de idade.

Isso significa que você verá o mesmo filme que estreou em maio nos cinemas, mas sem as cenas mais violentas e sem nenhum tipo de sangue. Sim, mesmo quando o Deadpool é atropelado por um caminhão ou leva tiros, ele não sangra.

Mas o porquê disso? Porque o estúdio perde um bom dinheiro em bilheterias por conta de sua classificação restritiva (18 anos). E, querendo ou não, Deadpool é um herói (ou anti-herói) que tem grande apelo entre o público adolescente, justamente por suas piadas de duplo sentido, cenas de comédia pastelão e piadas envolvendo os órgãos genitais. O impedimento deste público assistir ao filme no cinema é quase como se fosse uma auto-sabotagem dos produtores.

Para contornar este problema, eles criaram a versão
Era Uma Vez Um Deadpool. Mas, para diferenciar um pouco do filme original, lançado em maio, eles fizeram com que o Deadpool sequestrasse o Fred Savage, ator que ficou conhecido pelo papel de Kevin Arnold na série Anos Incríveis (The Wonder Years, 1988-93). Este seriado é extremamente popular nos Estados Unidos. Hoje, Fred Savage trabalha como roteirista e diretor.

A ideia é que Fred Savage, amarrado à cama, ouvisse o Deadpool lendo um livro infantil, que é justamente o enredo do filme Deadpool 2 e, de vez em quando, fizesse comentários a respeito do enredo e dos personagens. Quando ele faz isso, é realmente muito engraçado. As piadas são bem construídas e muito bem pensadas. O trailer inclusive mostra algumas delas.

O problema é que esses comentários do Fred Savage sobre Deadpool 2 são bem pontuais. Ele só aparece umas 4 ou 5 vezes em todo o filme. Na prática, você paga um novo ingresso de cinema (que não está nada barato) para ver Deadpool 2 de novo, mas desta vez sem as cenas de violência extrema e sem sangue, ou seja, sem o Deadpool em toda a sua essência.

Confesso que fiquei meio frustrado e me senti assistindo a um extra de DVD ou Blu-Ray. Se o diretor e o roteirista tivessem investido mais na ideia de “debate” entre o Fred Savage e o Deadpool, com o primeiro fazendo o papel de crítico e o segundo defendendo sua obra com unhas e dentes, garanto que o filme seria mil vezes mais relevante e mais engraçado.

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