Inicio Gênero Ação ‘BEN-HUR’ (2016) – CRÍTICA

‘BEN-HUR’ (2016) – CRÍTICA

O novo remake de do clássico livro de Lew Wallace entrega uma boa releitura para o novo público, mas falha em construir um tom épico.

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Ben-Hur Movie

FICHA TÉCNICA
Diretor: Timur Bekmambetov
Roteiro: John Ridley, Keith R. Clarke
Estúdio: Paramont Pictures
Elenco:  Jack Huston, Toby Kebbel, Rodrigo Santoro, Nazanin Boniadi, Ayeler Zurer, Morgan Freeman, Sofia Black-D’Elia.

 

ben-hur-poster2Escrever sobre Ben-Hur sem citar o clássico filme de Willian Wyler de 1959 é praticamente impossível. A sombra de um filme ganhador de 11 Oscars sempre irá se perpetuar sobre qualquer releitura que o herói tiver, mesmo tendo um foco diferente e modernizado pela tecnologia. Nesse remake dirigido por Timur Bekmambetov (O Procurado/ Abraham Lincoln: O Caçador de Vampiros) o foco passa ser a ação, mais do que a construção de uma história épica.

A história é a mesma, Judah Ben-Hur (Jack Huston), um nobre de Jerusalém, é vítima de traição por seu irmão adotivo Messala (Toby Kebbell), um oficial respeitado do império Romano. Ben-Hur é condenado a ser escravo, mas acaba escapando devido a um acidente e jura vingança ao seu irmão. O relacionamento entre os dois é o ponto mais forte do filme, e sua premissa é que move o longa.

Bekmambetov dirige um filme fluido e com muita ação, mas peca em não trazer o tom épico que a história pede. Com o uso excessivos de planos fechados e muito próximos aos personagens, o longa não consegue trazer grandiosidade a obra, sendo os planos somente justificados na sequência do navio, que traz uma sensação mais claustrofóbica ao espectador. A computação gráfica é bem utilizada, mas falha em alguns planos abertos e planos em primeira pessoa.

O filme, que se passa na época de Cristo, tem a presença do próprio. Jesus (Rodrigo Santoro) tem uma grande importância na transformação dos personagens do filme. A vingança de Ben-Hur é transformada pelo perdão cristão. O longa também tem uma decisão interessante em usar a figura mais humana de Jesus, do que a conhecida “milagreira”.

Os demais personagens da película têm apenas a função de coadjuvantes, com exceção a Ilderim (Morgan Freeman), um mercador que serve como mentor do protagonista. Mas apesar da qualidades de Morgan, ele é prejudicado pelo roteiro.

A sequência clássica da corrida de cavalos entrega boa ação, mas fica confusa devido a certas decisões na montagem. O espectador fica atento a tudo que acontece. Uma pequena observação cômica: Como Ben-Hur escuta os gritos de Ilderim com toda aquela barulheira?

Ben-Hur pode até ser uma releitura válida para um novo público, mas aconselho a assistir ao longa de 59 para entender com plenitude a grandiosidade que remake almejava alcançar, mas não conseguiu.

Nota: 5/10

nota 5

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