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A SOCIEDADE LITERÁRIA E A TORTA DE CASCA DE BATATA – CRÍTICA

Netflix acerta com essa adaptação emocionante e mágica.

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Existem receitas na vida que, quando seguidas corretamente, são praticamente infalíveis. A não ser que aconteça um acidente ou você seja um tanto rude. Afinal, não estamos a salvo de nenhum nem outro. Então, junte Inglaterra nos anos 40, período durante e pós a grande guerra, literatura, investigação, uma bucólica ilha, romance, intrigas e personagens carismáticos. É disso e mais um pouco que é feito A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata, sim, o título é tão grandioso quanto a experiência de assistir a essa produção original da Netflix.

Mike Newell (Harry Potter e o Cálice de Fogo, Donnie Brasco) é o experiente diretor responsável por fazer a receita acontecer. Temos aqui Juliet, uma jovem escritora londrina que vive um período de déficit criativo. Ela recebe uma carta de Dawsey, um camponês que a escreve, dentre outros motivos, para contar sobre o seu curioso clube literário fundado no período da ocupação nazista da ilha onde vive. Juliet, se sentindo atraída pela fantástica e misteriosa história da sociedade literária, resolve atravessar o Canal da Mancha com destino a remota ilha de Guernsey. Lá, ela conhece os excêntricos membros do grupo e um mistério que envolve a todos.

O roteiro escrito por Don Roos, Thomas Bezucha e Kevin Hood, foi inspirado no romance de Mary Ann Schaffer e Annie Barrows, e é de uma sensibilidade única e cada vez mais rara, tornando a sensação de ver ao filme algo quase que palatável. É de realmente inspirar e emocionar. Emocionante e inspiradora da mesma forma é a atuação de Lily James, encarnando a protagonista Juliet com uma delicadeza e sentimento digna de aplausos e elogios. Na verdade, todo o elenco atua de forma elogiosa, mostrando que o talento de Newell para direção de atores fez toda a diferença. Com Michiel Huisman e os veteranos Penelope Wilton e Tom Courtenay no elenco fica difícil de errar.

A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata é daqueles filmes inspiradores, que aborda ainda temas bastante atuais e relevantes, com uma fotografia límpida e brilhante, tornando tudo assim meio que mágico. Há de agradar aos amantes dos filmes e também dos livros, vide as diversas citações de clássicos da literatura.

A parceria Netflix/StudioCanal fez tudo direitinho, seguindo a risca e com carinho a receita aqui já citada, para deixar tudo uma delícia. Felizmente, bem diferente da torta de casca de batata do Sr. Eben. 

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