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PROMETHEUS – CRÍTICA RETRÔ

Filme levanta ótimas perguntas, mas traz respostas pífias.

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prometheus=posterPrometheus é filme ambicioso. É uma ficção-científica que, além de servir de prequel para Alien, tenta responder as maiores questões da humanidade: “ O que somos?”, “De onde viemos?”. Ridley Scott, o criador da franquia do xenomorfo, estava de volta à direção e contava com um elenco estelar. A campanha de marketing do filme era simplesmente genial. Além de trazer um trailer que causava medo e apreensão, foram feitos vários vídeos promocionais, como se estivéssemos no futuro, vendo o porquê da expedição Prometheus ser tão importante. Bem, depois de toda expectativa criada, infelizmente, essa ambição não foi concretizada no longa.

O filme começa com Os Engenheiros (a raça alienígena de bebês bombados) criando a vida na Terra milhões atrás. Pulamos para 2089, onde vemos uma expedição de cientistas que encontra evidências alienígenas em uma ilha. Essa evidência é, segundo a cientista Elizabeth Shaw (Noomi Rapace), “Um convite dos nossos Criadores para conhecê-los”. Pulamos mais uma vez, dois anos no futuro, para a nave de expedição Prometheus chegando ao seu destino.

O primeiro ato é muito bom. O longa faz diversas perguntas, instigando o público com as respostas dessas. O filme traz várias metáforas religiosas e mitológicas, como o nome Prometheus, um Titã da Mitologia Grega que roubou o fogo do Olimpo e deu aos seres humanos para que eles adquirissem independência. Somos apresentados à tripulação da nave pelo androide David (Michael Fassbender), o personagem mais interessante do filme, e depois aos demais tripulantes da nave, cada um com uma característica distinta. Ao chegar ao planeta, a expedição começa e mais mistérios afloram, e junto a eles, os problemas.

Por mais que a fotografia e design de todo o filme seja perfeito e cada elemento de figurino e ambiente seja extremamente crível, pode-se dizer que o roteiro é praticamente o oposto. As perguntas que foram feitas eram boas, mas as respostas são pífias. É impressionante como cada ponto de virada do roteiro, apesar de levar o filme adiante, vai tornando o longa desinteressante. Como pode uma expedição de cientistas simplesmente ignorar os perigos e cometer erros tão bobos? Quando eles encontram finalmente sinal de vida alienígena, o geólogo Fifield (Sean Haris) e o biólogo Millburn (Rafe Spall) resolvem voltar para nave como se nada tivesse acontecido. Isso tudo pouco depois do grupo se perder, sendo que foi Fifield quem acabara de mapear a montanha que onde a expedição entrou. Milburn, quando encontra um ser alienígena, age tal qual uma criança.

Os demais membros da tripulação são completamente unidimensionais e não tem nenhum tipo de desenvolvimento. O capitão Janek (Idris Elba) e os demais comandados pouco aparecem. Os dois únicos personagens interessantes são David (como dito anteriormente), que faz experimentos com a nova vida alienígena, e a cientista Elizabeth Shaw, que protagoniza a melhor cena do filme: O parto alienígena. Confesso que esse é momento que mais angustiou em toda projeção. A personagem é a protagonista da história, mas não chega aos pés da aura badass de Ripley.

O terceiro ato abre com a “surpreendente” revelação que Peter Weyland (Guy Pierce), o CEO da empresa que financiou a expedição e mesma empresa da franquia Alien – queria conhecer seu criador com a esperança de os Engenheiros o salvassem. Além de ser o pai da comandante Meridith Vickers (Charlie Theron), o personagem não tem peso nenhum, apesar de seu posto.

Quando conhecemos “Os bebezões”, descobrimos que aquele não é o planeta deles e que agora eles querem destruir a humanidade. A partir daí, o longa tem bons momentos de ações, mas fecha de uma forma completamente desinteressante.

Prometheus se vende como um filme grandioso e ambicioso, porém, só o visual se salva. Ridley Scott promete a volta triunfal em Alien – Covenant, mas torço que ele se foque na história tanto quanto se focou no visual desse prelúdio decepcionante.

nota-4

 

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