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O ASSASSINO: O PRIMEIRO ALVO – CRÍTICA

Thriller consegue divertir com suas cenas de ação, mas se prende muito a clichês.

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Esqueçam nazistas ou comunistas. O foco agora são terroristas! O cinema tem nos proporcionado filmes de ação tão repetitivos que nos fazem ter saudade dos velhos tempos em que um homem bombado resolvia tudo explodindo a coisa toda. O Assassino: O Primeiro Alvo, como é chamado no Brasil, traz uma história baseada em um livro chamado Assassino Americano – que é por acaso a tradução certa do título do filme, logo a obra é homônima ao livro. As produtoras brasileiras tem uma mania muito feia de mudar algo quando não há necessidade.

Michael Cuesta, que dirige e produz o filme, já tem experiência em filmes de ação como O Mensageiro. O longa é estrelado por nomes de peso como Dylan O’Brien, da franquia Maze Runner, e o badalado Michael Keaton, que desde sua indicação ao Oscar por Birdman tem feito bons papeis. O elenco ainda conta com Sanaa Lathan e Taylor Kitsch, este ultimo o vilão do filme.

A história gira em torno de Mitch Rapp (Dylan), que perde sua noiva durante um atentado terrorista (não é spoiler, tá bem!). Ele sobrevive de forma até surpreendente e começa a pensar em vingança. Mitch é extremamente habilidoso como hacker e se planeja bem. Apesar de não se sair tão bem na execução, sua habilidade em caçar terroristas é tão boa que chama a atenção da CIA, que decide colocá-lo em um programa de treinamento com o grande Stan Hurley (Keaton), um veterano de guerra que acha o garoto um desperdício de tempo, pois o que o motiva é puramente vingança e não agrega em nada ao esquadrão de elite. Então, surge Ghost, um antigo membro treinado pelo próprio Stan, que tem planos para matar seu antigo mestre. O confronto entre o novo pupilo e o antigo é o que faz o restante do filme girar, com direito a explosão marítima.

Tudo isso que falei para vocês é tão clichê que chega a ser desmotivante. As histórias estão sempre iguais, tornando os filmes previsíveis. Mas eu fui ver O Assassino: O Primeiro Alvo sem saber muito e sem ver muitos trailers para ser pego de surpresa, e confesso que me diverti vendo o filme. A história prende o espectador e o longa é bem dirigido. O elenco surpreende, com exceção do vilão. Taylor Kitsch é bem fraquinho e parece meio amador em meio a tanto talentos. Todavia, isso não estraga a experiência.

Pelo que sei, é uma serie de 15 livros no total, e para um início de uma possível franquia, o filme vai bem e supera as expectativas. Não é um John Wick, mas é melhor que muitos filmes de ação deste ano baseado em tiroteios e ação louca e desenfreada. É um filme de ação que compensa ver, não necessariamente em 3D, pois o diretor não se preocupou tanto com isso. Mas se torna nítida a vontade de um trabalho que pode ter uma continuação. Gostei da atuação de Sanna Lathan chefe da CIA, que convence Keaton com seu tom de Abutre (a expressão dele é idêntica).

Cheio de clichês bem feitos, homens de cara fechadas, um monte de armas e boas coreografias além de muitos óculos escuros (para mostrar que o filme é serio), essa é uma boa pedida para os fãs do gênero.

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